#1 ESCRITA TERAPÊUTICA
- Psicólogo Diêgo Melo
- 9 de fev. de 2022
- 4 min de leitura

Começo, Meio, Fim...
Qualquer pessoa que tenha sido alfabetizada e já leu alguma vez na vida um bom texto que lhe marcou profundamente, provavelmente deve desejar talvez, não sei, escrever um texto assim marcante para alguém um dia ler, quem sabe.
Eu me lembro sempre da angústia ciumenta ao ler Dom Casmurro, ou da escuridão pesada de Crime e Castigo, ou ainda do absurdo também angustiante da Metamorfose de Kafka. Os livros da trilogia Senhor dos Anéis foi minha primeira longa jornada em leitura, aos 15 anos. Anos depois a experiência do choque entre o que imaginava ao ler e o que via materializado nas telas do cinema.
Enfim, não sei se é comum, mas acho que é raro ter um livro que você não queira terminar, ou ainda hoje muita dedicação à leituras em livros que você pegue na mão, em papéis.
O que venho aqui a entreter você, que chegou aqui nesse recanto quase escondido do universo algorítmico da sociedade digital, é na verdade o outro lado da leitura
A ESCRITA
JOGAR NO MAR DA NET E FICAR A VER NAVIOS

No início era o Orkut, ou MSN, ou mIRC... Você controlava quem ouvia, quem falava com vc, que conteúdos vocÊ quer acessar....
Agora o randomismo e imensidão das redes inundam de assuntos, mídias, produtos, tudo em abundância, dando a sensação de que não temos controle de nada...
Amanhã a integração digital-social-cotidiano será total. Fala-se de dispositivos como óculos como a próxima interface do digital, abuso de dados sobre nós a ponto de a inteligência artificial chegar a patamares de um terapeuta, analisando no banco de dados de bilhões de situações e histórias de vidas, falas, sensações, dados fisiológicos, étnicos, sócio-políticos, e o "terapeuta robô" calcula qual melhor probabilidade de efeito positivo de tal ou qual comentário ou orientação.
Em meio a essa previsões bem apuradas, vide o livro Visões do Futuro do Físico Michio Kaku, (que previu na década de 90 o uso de um computador portátil como um "tablete ou bloco" popularizado em todo mundo), posso me perguntar: pra que diabos eu escrevo aqui? Alguém vai ler um dia? Quão grande é a dark net pra sequer utilizar meus códigos implícitos aqui no ritmo das minhas palavras para alguma outra coisa?
Não é muito diferente da escrita de trabalhos na Universidade. Você tem garantido apenas um leitor, a professora. Páginas e páginas acumuladas ao longo de 3, 4, 5 anos de graduação... O exercício da escrita acadêmica apura sua reflexão lógica racional, mas pode certamente aniquilar sua potência poética. Não à toa, muitas correntes na educação superior bucam uma escrita mais significativa pelo menos para quem a escreve.
VOCÊ ESCREVE PRA QUÊ?
É antes de tudo uma necessidade. A escrita que faço aqui é como um jogar pedras na lagoa. Se quicar na água algumas duas ou 3 vezes já é bastante divertido. Também espero um dia ser descobert? Sim, quem sabe você esteja lendo em 2025, me conhecendo por correr riscos entre a música, a ciência a arte a linguagem a filosofia a experimentação a neuro a psique e que mais terei eu inventado com sua participação.
Estou fundando as bases do Projeto Sotocando desde 2018. Comecei com a experimentação musical, agora em 2022 iniciei este blog gratuito, abri meu domínio pelo google, sotocando.com, cursos de marketing digital para aprender a utilizar a estratégias de ética questionável para saber vender, utilizando até apelos subliminares e emocionais como recursos aos arquétipos Junguianos ou doideras quânticas. Difícil pra mim ainda é hoje equilibrar os anseios de vendas com as utopias igualitárias, em breve lançarei meu "produto digital" de valor inacessível para milhões de trabalhadores, em paralelo faço alguns serviços em ONG ou gratuitos os quais alcançam pessoas que em vez de me pagar, pedem ajuda para comprar alimentos pro café da manhã do dia seguinte, em off, mas real...
É algo curioso que os progressistas no início receiam a modernidade como robotização e redes sociais, como algo da sociedade superficial e narcisista, eu por exemplo achava superficial postar uma foto do que estava fazendo no Instagram, ou ainda o whats up, o smartphone e etc. Talvez este receio anticapitalista, antinarcisismo, antisuperficial, dos progressistas abriram as portas para o crescimento dos radicais e estúpidos racistas, misógenos, antibrasil e pró EUA, homofóbicos, revisionistas, apoiadores da tortura, do ódio, da intolerância, contra as políticas públicas para as massas, conservadores que aliviam as críticas ao nazismo... etc...
Talvez essa seja uma boa razão para eu levar a sério e empreender no digital, para ocupar um espaço na praça global digital que é a internet e ser mais uma voz em defesa de valores que me movem, que atualmente, com o mundo inteiro vendo a extrema-direita crescer nas fake news e domínio mental através das redes, meus valores são muito fáceis de resumir, é o contrário de toda essa odiosa onda de "volta à ditadura". Depois de anularmos isso, pensamos nos próximos passos enquanto humanidade. E nessa jornada inovadora mundial, eu estarei dentre os presentes e atuantes nas linhas de batalha.


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