
#03 escrita meta-Terapêutica
- Psicólogo Diêgo Melo
- 10 de jun. de 2022
- 2 min de leitura
"A criatividade não tem limites." Foi um comentário que recebi no meu canal solitário do YouTube. A meta pessoal é profissional , e vice-versa. Fomentar a saúde integral do ser humano como eu possa e por onde passar, física e virtualmente.
Sei que a corrente impera no rumo do mercadológico. Ou seja, você oferece ou é um produto vendável, rentável. Mas meus sonhos tem raízes na contra-cultura, na exceção e na liberdade criativa. Conciliar este imperativo rebelde com a necessidade de ser socioeconomicamente participante na sociedade capitalista atual é meu dilema fundamental.
A Estética que vende bem é diferente da que sei e quero produzir. Já passei da fase de me permitir romper internamente para tentar me adequar aos ditames da "clientela". Até hoje o que me sustenta psíquica e financeiramente é minha espontaneidade, intuição, paixão e intelectualidade, todas construídas com auxílio de pensadores, artistas e educadores que legaram obras inspiradoras. A pergunta continua: quando alcançarei meus participantes de forma a utilizar o full de minha potência profissional?
Oficinas de experimentação musical, adaptação à atividades terapêuticas ou de musicalização, processos individuais na psicoterapia e musicoterapia, cursos formativos para terapeutas, educadores , artistas e curiosos... Estes são meus vislumbres de uma Plenitude profissional, somadas todas ao campo da construção e vivência de uma estética artística de confluência e experimentação onde o palco desce a todos os participantes. Um festival de improvisação artística com colaborações multilinguagens faz-se necessário, mas a materialidade histórica se impõe, e os recursos da super-estrutura necessária não se tornam concretos e acessíveis. Há tempo então para amadurecer, enquanto nas micropolíticas do dia-a-dia fazemos o nosso, na esperança de se agregar e tornar o nosso, realmente feito por uma coletividade real e concreta, além da coletividade psíquica e espiritual que já se integra no mesmo rumo de um mundo de regeneração e não mais de expiação, ódio e disputa. A colaboração criativa é libertária, junto à competitividade apenas consigo mesmo são as duas chaves mágicas para destravar este portal. Sigamos nas suas manufaturas...
Diêgo Melo Oliveira 10/06/22


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